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Coletivo Maternidade Solo leva esperança às mães que criam sozinhas seus filhos em São Paulo

Apoio chega em forma de doações para as famílias, rodas de conversa para elas e reforço escolar e lazer para os pequenos


Coletivo de Apoio à Maternidade Solo é a esperança para as mães que criam seus filhos

Na Força e No Amor. (Foto: Divulgação)


A solidariedade tem dado suporte a muitas mulheres que administram suas casas e famílias sozinhas. São mais de 11 milhões de mulheres nesta situação no Brasil, cerca de 1,3 milhão moram na capital paulista. É para essas que o ativismo do Coletivo de Apoio à Maternidade Solo faz diferença. O trabalho voluntário deste grupo está mudando a vida de mulheres e impactando o desenvolvimento de centenas de crianças. O projeto foi criado em 2020 no quintal da casa de uma professora, Thais Cassapian, porta-voz do coletivo e representante do grupo de mães que criam sozinhas seus filhos.   


“Foi a partir do coletivo que eu comecei a ver o recorte das mulheres que estão na periferia, criando seus filhos sozinhas, com pouco acesso ao trabalho. Como muitos, eu enxergava apenas as vulnerabilidades da minha maternidade solo, que é a de uma mulher branca com emprego, ou seja, é um outro lugar de fala. E por enxergar esse cenário, acabamos crescendo pouco a pouco”, relata.  


Por meio de um aplicativo de mensagens, Thais conseguiu organizar um grupo de pessoas em prol da mesma causa: apoiar mães solo. Eles se unem para arrecadar doações, separar alimentos, roupas e fraldas, montar os kits e distribuir para famílias atendidas nas periferias de São Paulo, além de oferecer rodas de conversas para as mães partilharem suas experiências, e reforço escolar e lazer para as crianças.  Assim, mais de 700 pessoas são impactadas pelo trabalho do Coletivo, sejam eles doadores, pessoas apoiadas ou crianças assistidas.

 

“Temos nessa corrente, desde professores, administradores, artistas, pessoas de todos os segmentos que foram se sensibilizando e sentiram esse desejo de contribuir e somar.  A palavra “Coletivo” tem este significado, somar esforços, cada um dentro da sua possibilidade de contribuir”, diz Thais.  

 

kit de alimentos, higiene e vestuário

 

Todo mês, o coletivo entrega um kit com: cesta básica, frutas e legumes, 20 ovos, 12 litros de leite integral, um pacote de fraldas descartáveis (para famílias com bebês) e uma lata de fórmula infantil (para bebês que não estão em aleitamento materno).  

 

Rodas de Conversa para as mães e Lazer para as crianças

O Coletivo também organiza rodas de conversa entre as mães, para que, juntas, elas possam compartilhar suas dificuldades, superações e desafios, ajudando-se mutuamente, em um espaço de acolhimento digno e fraterno.


Para que as rodas pudessem acontecer, o coletivo precisou organizar o acolhimento dos filhos dessas mulheres.  E assim foram criadas atividades de lazer e recreação, proporcionando um ambiente agradável e divertido para as crianças enquanto as suas mães participam das rodas de conversa.

 

Reforço escolar

 

O Coletivo ainda oferece turmas de reforço escolar para as crianças, com dificuldades de aprendizagem nas séries inicias. O trabalho é desenvolvido por pedagogas e fonoaudióloga, além de outros profissionais que compõe a equipe de atendimento multidisciplinar.

 



Coletivo de Apoio à Maternidade Solo é a esperança para as mães que criam seus filhos

Doações

 

Doações em dinheiro para o Coletivo Maternidade Solo podem ser feitas via Pix (doe@maternidadesolo.com.br) ou por meio de depósito bancário – Banco Itaú – agência 9366 – conta 997451.  

 


Mães solo no Brasil  

 

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, mostra que o Brasil tem mais de 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas. Na última década, o país ganhou 1,7 milhão de mães com a responsabilidade de criarem os filhos sem a ajuda do pai. O levantamento mostra também que 90% das mulheres que se tornaram mães solo entre 2012 e 2022 são negras. Quase 15% dos lares brasileiros são chefiados por mães solo. A proporção é maior nas regiões Norte e Nordeste. A maioria, 72,4%, vive só com os filhos e não conta com uma rede de apoio próxima. 

 

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